Gostou do video? Achou absurdo? Engraçado?
Agora veja a paródia muito bem sacada:
Saiu no G1:Governador do Paraná deu declaração em programa do governo na TV.
Assessoria do governo disse que, por enquanto, não comentará episódio.
O governador do
Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse no programa "Escola de Governo", veiculado
pela TV Educativa do Paraná, que o câncer de mama em homens deve ser
"consequência de passeatas gay".
A assessoria do governo do Paraná disse ao G1 que, por enquanto, não comentará as declarações do governador.
Requião deu a declaração ao convidar para falar o secretário da Saúde do estado,
Gilberto Martin, que anunciaria ações para o controle de câncer.
"A ação do governo não é só em defesa do interesse público, é [em defesa] da saúde da mulher também. Embora hoje câncer de mama seja uma doença masculina também, né? Deve ser consequência dessas passeatas gay", disse Requião, ao convidar o secretário ao palco.
O secretário afirmou que o câncer de mama não é um problema só da mulher. "Em menor incidência, em menor número de casos, também atinge o homem. O homem também tem que tomar cuidados em relação ao câncer de mama. Então, bem lembrado pelo governador essa preocupação", afirmou Martin.
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), com sede em Curitiba, pediu nesta terça uma audiência com Requião para discutir o andamento da implementação das propostas aprovadas pela 1ª Conferência Estadual LGBT, realizada em 2008. “Afinal, consideramos o senhor um aliado. Estamos juntos contra todas as doenças, inclusive o câncer de próstata”, diz o pedido assinado pelo presidente da associação, Toni Reis.
Considerações:
1) O Sr Governador tb poderia estar junto com a ABGLT na luta contra a homofobia, que tal?
2) O Sr. Secretário de Saude, Gilberto Martin, provavelmente ao tentar "salvar" o seu chefe acabou por apresentar uma gafe ainda maior: o câncer de mama não é problema entre "homens" e , sim, entre travestis e transexuais que se utilizam de próteses e aplicação de silicone industrial. Mas isso a ABGLT parece ter se esquecido de ensinar ao ilustre secretário.
3) Enquanto isso, o processo transexualizador não está sendo garantido pelo Estado do Paraná, e não temos sequer um centro de Referencia como existe em São Paulo.
4)Esta "jóia rara", merece lugar de destaque em nossa galeria de "pérolas".

Extraido de: http://flordoasfalto.blog.uol.com.br/


(...)
8) Moção de repúdio à Psicóloga que dizia curar a homossexualidade
A Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre repudia a psicóloga que ofereceu seu trabalho para “curar” a homossexualidade de possíveis pacientes. Entendemos essa postura extremamente homofóbica, que entende a homossexualidade como doença.
Essa postura é uma expressão muito agressiva das recorrentes relações homofóbicas que ocorrem nossa sociedade. Apesar de a mídia absorver essa discussão através de personagens em novelas, sabemos que isso só serve para criação e manutenção de estereótipos que refletem o preconceito, assim como acontece na opinião distorcida que a mídia impõe sobre a atuação dos movimentos sociais.
(...)
13) Moção de repúdio à postura homofóbica dos hemocentros
Os homocentros não aceitam a doação de sangue de homossexuais que são considerados grupos de risco na transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DTS’s e AIDS). Repudiamos essa postura e exigimos a imediata liberação da doação de sangue por homossexuais (GLBT).
(...)
16) Moção de repúdio ao preconceito do SEDUC de Rondônia
Nós, estudantes reunidos em Assembleia da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre) repudiamos e denunciamos a mobilidade e a conivência por parte do SEDUC de Rondônia ao impedir, por motivação assumidamente transfóbica, o acesso da Professora Victória Bacon, profissional altamente qualificada e concursada ao cargo de professora.
(...)
18) Moção de repúdio à postura homofóbica do Estado do Paraná
Nós estudantes reunidos na Assembleia da ANEL repudiamos a morosidade e o desinteresse por parte da segurança pública do Estado do Paraná e por parte do Secretário Sr. Luis Fernando Dalazari, em averiguar denuncias de crimes homofóbicos, incluindo a agressão a um estudante da UFPR e o assassinato de pelo menos 8 travestis nos últimos 5 meses.

Em 10 de dezembro de 1948 foi assinada a Declaração Universal dos Direitos
Humanos, estabelecendo, fundamentalmente, o direito à igualdade entre os seres
humanos. Ela foi uma resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra
(1938-1945). Transformou-se no documento mais traduzido do mundo e seu conteúdo
serviu como base para constituições e leis de mais de 90 países – ainda que
esteja disponível em apenas 350 idiomas.
No Brasil, a Carta embasou a Constituição de 1988 e passou a ser
internalizada de alguma forma pelos brasileiros, tornando-se o país num Estado
Laico. Uma parcela significativa da população brasileira enxerga os princípios
dos direitos humanos, apenas como uma política para proteger bandidos,
assassinos, estupradores, terroristas, enfim, causando uma grande repulsa da
população aos princípios da declaração, que preza tão somente pela igualdade
entre os seres. Para provar, podemos chegar a qualquer esquina de qualquer
cidade, é perguntar o que aquela pessoa entende por direitos humanos, logo
teremos uma clareza dos fatos, que por falta de conhecimento, a ignorância causa
um enorme buraco negro na luta de milhares de pessoas na conquista de cidadania
a índios, negros, deficientes, homossexuais, religiosos, crianças, idosos,
mulheres, direitos a qualquer ser humano que precisa ser respeitado na sua
diferença. As pessoas não querem enxergar que ninguém pede para nascer
assassino, delinqüente, usuário de drogas, mas que tudo isso pode ser fruto do
meio social, ocasionado como diz Durkheim, pelo fato social, que expressa à
coerção que o meio exerce sobre os “indivíduos perfeitamente inofensivos na
maior parte do tempo”.
Ao contrário de Émile Durkheim, o homem está inserido em relações
contraditórias presentes na conflituosa sociedade – segundo Karl Marx. Os
conflitos que permeiam a sociedade resultam do processo de produção onde aqueles
que detêm os meios de produção se impõem através da ideologia. Não esqueçamos
que as ideologias são pertinentes a qualquer sociedade, a qualquer espaço de
tempo é história. Umas mais avançadas outras mais rústicas, assim caminhamos
desde a existência da humanidade, em que convivemos sempre com as contradições;
mas não podemos fazer dessas contradições novos campos de guerra.Um dia na
campanha, andando distribuindo santinhos da minha candidatura a vereador pela
cidade de Rio Branco, entrei num ateliê de costura no bairro Santa Inês pedindo
voto para as pessoas que estavam dentro do estabelecimento, quando de repente
uma senhora grita alto: “eu não voto em gay!”, nossa! Tomei um grande susto, se
eu fosse uma pessoa esquentada, teria brigado com aquela senhora, me senti
profundamente agredido naquele momento, parei, respirei, disse que ela estava no
seu direito de votar ou não em um candidato gay, como também eu estava no meu
direito de ser candidato. Sai do recinto como se eu não estivesse pisando no
chão, gelado, nervoso. Depois de muitos anos lutando pela conquista de direitos
civis a população de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Acre
e Brasil, ainda me deparava com situações como aquela. Ela disse que não votava
em gay, se ela parasse para pensar que nos hospitais, existe uma parcela
expressiva de profissionais de saúde que são homossexuais, que atendem, cuidam,
salvam vidas de muitas pessoas sem fazerem qualquer tipo de assepsia, é um dia
ela que não vota em gay poderia precisar de cuidados destes mesmos
profissionais, ou a sua própria vida poderia ser valva por um desses sujeitos.
Sem falar que existem profissionais, educadores homossexuais, que estão todos os
dias ensinando aos mais diversos alunos, inclusive quem sabe algum de seus
filhos, afilhados, parentes ou vizinhos.
Se há pessoas, milhares delas que não votaram em mim por eu ser gay,
imagina se elas aceitam que seus filhos possam assistir a uma aula de um
professor gay ou uma professora lésbica? Existem milhares de pessoas que não
querem o contato de seus filhos com professores homossexuais, muito menos que
seus próprios filhos tenham colegas de sala gays. Os alunos por ventura chegam à
sala de aula, instruídos inconscientemente com os preconceitos de seus pais, ou
do meio em que vivem. A pesquisa divulgada pela Unesco, em 2004, identifica que
40% dos adolescentes não gostaria de estudar com homossexuais, é um dado em que
não podemos deixar de enxergar. Além da problemática enfrentada do preconceito
existente entre aluno contra outro aluno por ser homossexual, temos que tratar
também de falar do preconceito que determinados professores tem com alunos que
são homossexuais, problema este também identificado na pesquisa da UNESCO,
retratando que, 60% dos professores não sabem lidar com a situação de ter um
aluno homossexual.
Não existe uma faculdade especifica para formação de docentes na área da
sexualidade, as pós, as especializações, os doutorados, são outros cenários, mas
o que existe de fato são as matérias transversais, dos parâmetros curriculares,
que não deram conta de transmitir até agora o que em 10 de dezembro de 1948, foi
assinado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo II “Que toda
pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades, sem distinção de
qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião
política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento,
ou qualquer outra condição”. Uma pessoa que tem o seu direito privado de
sobrevivência em ser respeitado na sua diferença conhece a dor de ser
discriminado.
O movimento nacional LGBT (lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais),
reconhece através de seus estudos é esforços a grande discriminação que jovens
estudantes sentem nas escolas por serem homossexuais. Entendem que tanto
professores é alunos precisam de informação, necessitando de capacitação, para
desmistificar o preconceito existente a alunos LGBTs. As capacitações são
necessárias para que o aparelho escolar possa conviver pacificamente com uma
nova realidade em sala de aula, onde existem adolescentes travestis, meninas
lésbicas, rapazes gays e filhos de pais homossexuais. A Associação Brasileira de
Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT lançou neste ano de
2009, um desafio para as suas afiliadas nos estados, a estarem discutindo dentro
das suas programações anuais da diversidade, com a sociedade Por Uma Escola Sem
Homofobia. Uma campanha voltada no enfrentamento ao preconceito, arrolado nas
mais diversas proporções no ambiente escolar.
A ANTRA – Associação Nacional das Travestis, portadora de diversas
pesquisas realizadas nas Paradas do Orgulho LGBTs no Brasil, identificou que o
aluno que mais sofre com o preconceito na escola, é o estudante travesti ou a
transexual, pois é muito complicado para um professor saber lidar com um aluno
que num ano letivo se veste como Francisco, é no outro ano está vestido como
Fernanda. Para o professor é os outros estudantes isso causa sérios problemas,
desde qual será o banheiro que este aluno travesti poderá usar, ou o nome pelo
qual será chamado, se Francisco ou Fernanda?Uma escola sem homofobia é uma
escola onde verdadeiramente se preza pela igualdade de direitos.* Estudante de Ciências Sociais, pai-de-santo, ex-candidato a vereador e militante em direitos humanos
FONTE:http://www.pagina20.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=8830&Itemid=35
A ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais) iniciou essa semana uma campanha para acabar com a discriminação e estigmatização da população trans. O foco principal é a retirada da identidade trans do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DMS), que é publicado anualmente pela Associação Americana de Psiquiatria, a mesma que considerava a homossexualidade uma doença.
A ideia da campanha é que na próxima edição do referido manual, que está previsto para 2012, deixe de considerar a transexualidade um transtorno mental, ou disforia de gênero. A chamada da campanha será "Parem com a patologização da transexualidade". Para ser mais fácil, seria algo do tipo: A transexualidade não é uma doença.
Além da reivindicação para que a transexualidade deixe de ser considerada doença, outras plataformas estão inclusas na campanha: a retirada da menção do sexo biiológico nos documentos; o fim dos tratamentos de normalização binária das pessoas intersex; o acesso livre aos tratamentos hormonais e as cirurgias de transgenitalização; fortalecer a luta contra a transfobia e propiciar a formação educativa e a inserção social das pessoas trans.
A cidade de Campinas (SP) está entre as localidades ao redor do mundo que participa da campanha. Além do interior de São Paulo, fazem parte da iniciativa: Barcelona, Madri, Bilbao, Donosti, Zaragoza, Granada, La Coruña (Espanha), Torino (Itália), Lisboa (Portugal), Paris, Lille, Marselha (França), Bruxelas (Bélgica), Quito (Equador) e Montreal (Canadá).
Está agendada uma manifestação mundial para o dia 12 de outubro.
2009 ·,:: Coletivo Stonewall ::.. by TNB